A palavra chave para a linguagem do Fluidos é o cotidiano.
Cotidiano das relações, do bairro, da vida dos espectadores.
Câmera na mão, planos-sequência movimentados, afim de captar o fluir irriquieto e fugidio do contemporâneo.
Quase uma releitura do Dogma95, Fluidos não tem interferências externas.
O Naturalismo é a base do filme, não somente no roteiro, mas também em sua linguagem e estética.
Sempre prevalecerá o ambiente real, tal como ele é. São pessoas vivendo histórias que podem acontecer a qualquer um que frequente aquela região.
Elementos de arte, fotografia, direção e som são buscados nas próprias locações. Transeuntes são, inclusive, os “figurantes” naturais da narrativa.
A incomunicabilidade e a vida em suspensão, próprias de nosso momento atual estarão presentes de maneira intrínseca na história e também na decupagem, sempre sujeitas a alterações e interrupções do fluxo narrativo.
O filme busca a textura diferente do nosso presente, imperfeita, quase pixelada, que denota a velocidade dessa imagem digital, simulada e vazia.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
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