O espectador entra na sala para assistir um filme. Porém esse filme está sendo realizado ao vivo nos arredores.
A estrutura necessária para a realização é apenas uma tela e um projetor do lado de dentro da sala. Do lado de fora, uma equipe enxuta e bem ensaiada trabalha freneticamente para garantir que tudo ocorra perfeito durante o "ao vivo".
A transmissão do sinal de vídeo proveniente das câmeras, é feito através de cabos e por antenas portáteis, todos devidamente estruturados para interferirem minimamente no espaço público.
A experiência de Fluidos não se resume à tela. Aqueles que querem acompanhar o que acontece do lado de fora, podem tanto presenciar as cenas sendo executadas, ou participar delas como figurantes, quanto acompanhar o processo de edição ao vivo, que acontece em uma mesa fora da sala de cinema.
Fluidos pressupõe a "inclusão cultural" na assepção do termo: A arte invadindo o bairro, tal qual o bairro invandindo a arte, transformando tudo em uma coisa só.
A improvisação, necessária e parte integrante do “ao vivo”, bem como a adaptação a qualquer horário, espaço físico ou condição climática, faz com que cada apresentação (filme) seja uma experiência única.




